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​​A supervisão do sistema financeiro efetuada pelo Banco de Cabo Verde, entidade com autoridade para tal, é prudencial e comportamental.
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​​​​​​​​​​​​​​​​O Relatório de Estabilidade Financeira, uma publicação anual do Banco de Cabo Verde, está intrinsecamente ligado à sua missão de supervisionar o sistema financeiro, visando assegurar a sua estabilidade e eficiência. Este relatório analisa a evolução do panorama económico e financeiro, tanto a nível interno como externo, identificando vulnerabilidades e avaliando os riscos e ameaças à estabilidade do sistema financeiro. 

A estabilidade financeira refere-se à condição em que o sistema financeiro, incluindo intermediários, mercados e infraestruturas de pagamentos, mantém a sua resiliência, ou seja, a capacidade de resistir a choques e desequilíbrios, continuando a desempenhar eficazmente as suas funções e garantindo o funcionamento normal da economia.

​A identificação e monitorização dos fatores de risco, assim como a definição de medidas para a sua mitigação, são fundamentais para reduzir a probabilidade de ocorrências que possam perturbar o processo de intermediação financeira, cujo impacto adverso poderia afetar negativamente a economia real. 
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​A Supervisão Microprudencial visa assegurar a solvabilidade e a solidez financeira de cada uma das instituições financeiras individualmente, integrada no respetivo perímetro de consolidação, bem como sobre cada mercado financeiro, e por essa via, garantir a estabilidade e o funcionamento eficiente do sistema financeiro.

No cumprimento da sua missão, o Banco de Cabo Verde tem como principais atribuições:

- Promover ativamente a manutenção de uma gestão sã e prudente das instituições supervisionadas e de um adequado equilíbrio entre o seu perfil de risco e os seus níveis de capital e liquidez; e

- Garantir a regulação microprudencial das atividades e instituições sujeitas à supervisão.

Muito embora a atividade de Supervisão se revista de capital importância para o setor financeiro, as instituições financeiras devem desenvolver mecanismos, instrumentos e meios que assegurem a gestão competente dos órgãos de administração, a gestão de controlo interno dos órgãos de fiscalização e as funções de controlo. Importa ainda destacar o papel desempenhado pelos auditores externos das instituições.

As instituições devem ainda desenvolver dispositivos sólidos que garantam uma gestão sã e prudente dos riscos e com os objetivos de longo prazo. Devem garantir, de forma contínua e substancial, o cumprimento de todos os requisitos prudenciais legalmente previstos, salvaguardando a sua própria solvabilidade e solidez financeira e a segurança dos fundos que lhes sejam confiados.​

O Banco de Cabo Verde, no exercício das suas atribuições de Supervisão Microprudencial, averigua o cumprimento das obrigações a que as instituições supervisionadas estão sujeitas, sempre intervindo no sentido de assegurar a correção de eventuais falhas, sem, contudo, isentar as instituições de suas responsabilidades, designadamente no que se refere ao de dispor de um modelo de governo e de um sistema de controlo interno robustos e eficientes.

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​No quadro da sua estratégia de otimizar a sua comunicação e accountability, a Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários concebeu uma plataforma web, autónoma do site do Banco de Cabo Verde.

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O Gabinete de Supervisão Comportamental do Banco de Cabo Verde tem como missão supervisionar a conduta das instituições financeiras dos setores bancário e segurador, no âmbito da oferta e comercialização de produtos e serviços financeiros junto ao público.
Imagem do canal Prevenção à Lavagem de Capitais e Financiamento ao Terrorismo Prevenção à Lavagem de Capitais e Financiamento ao Terrorismo

A lavagem de capitais é o processo de transformação dos rendimentos provenientes de atividades criminosas em capitais reutilizáveis legalmente, por via da dissimulação da origem ou do verdadeiro proprietário dos fundos.

 

Segundo o Grupo de Ação Financeira Internacional, a lavagem de capitais consiste em três fases:

 

• Colocação: os bens e rendimentos são colocados nos circuitos financeiros e não financeiros, através, por exemplo, de depósitos em instituições financeiras ou de investimentos em atividades lucrativas e em bens de elevado valor;

 

• Circulação: os bens e rendimentos são objeto de múltiplas e repetidas operações (por exemplo, transferências de fundos), com o propósito de os distanciar da sua origem criminosa, eliminando qualquer vestígio sobre a sua proveniência e propriedade;

 

• Integração: os bens e rendimentos, já reciclados, são reintroduzidos nos circuitos económicos legítimos, mediante a sua utilização, por exemplo, na aquisição de bens e serviços.

 

No ordenamento jurídico cabo-verdiano, a lavagem de capitais constitui um crime, previsto no artigo 39.º da Lei n.º 38/VII/2009 de 27 de abril, alterada pela Lei n.º 120/VIII/2016 de 24 de março.

 

Financiamento do Terrorismo

 

Em articulação com o quadro preventivo de lavagem de capitais, foram adotadas medidas legislativas que facilitam a deteção, a prevenção e a supressão do financiamento do terrorismo, reduzindo as possibilidades de acesso ao sistema financeiro internacional dos autores de atos de terrorismo, de organizações e grupos terroristas e dos seus financiadores.

 

Incluem-se nessas medidas o congelamento e a perda de bens pertencentes a autores de atos de terrorismo e a quem apoie e financie grupos e organizações terroristas, o dever de comunicação de transações suspeitas de terem algum tipo de conexão com o terrorismo, o reforço dos deveres de prevenção à lavagem de capitais (em especial do dever de identificação) no âmbito das operações de transferência de fundos e a criminalização do financiamento do terrorismo.

 

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​​​Na forma de legislação as instituições supervisionadas pelo Banco de Cabo Verde são:


Instituições Financeiras


•  As instituições de crédito, entre as quais se incluem:
•  Os bancos;
•   As sociedades de investimento;
•   As sociedades de locação financeira;
•  As sociedades de factoring;
•  As sociedades financeiras para aquisições a crédito;
•   As sociedades emitentes ou gestoras de cartões de crédito;
•   As sociedades de garantia mútua;
•   As sociedades de desenvolvimento regional;
•  ​ Outras que como tal sejam qualificadas pela lei;


• As instituições de moeda eletrónica;
• As seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões;
• Os fundos de pensões e os organismos de investimento coletivo desde que dotadas de personalidade coletiva;
• As sociedades gestoras de fundos de investimento e as sociedades depositárias de valores afetos a fundos de investimento, de acordo com o Decreto-Lei n.º 15/2005, de 14 de fevereiro;
• As sociedades de gestão financeira;
• As sociedades de capital de risco;
• As agências de câmbios;
• Outras que sejam como tal qualificadas pela lei.

 

Instituições auxiliares do Sistema Financeiro:
• Os mediadores financeiros;
• Os auditores e contabilistas certificados e os auditores externos;
• As centrais privadas de informação de crédito;
• As sociedades de notação de risco;
• Outras que sejam como tal qualificadas pela lei.

Imagem do canal Atividade Financeira Ilícita Atividade Financeira Ilícita

​​​​​​​​​​​​​​Nos termos conjugados dos artigos 22º e 27º da Lei de Bases do Sistema Financeiro, a qualidade de instituição financeira adquire-se mediante: 


  • Autorização para o exercício de atividades financeiras concedida pelo Banco de Cabo de Verde;
  • Registo definitivo junto do Banco de Cabo Verde; e
  • Registo definitivo na conservatória do registo comercial competente, tratando-se de uma instituição financeira com sede ou estabelecida na República de Cabo Verde.

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​​​​​Decisões e Contraordenações​