Ignorar Comandos do Friso
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​Os desenvolvimentos macrofinanceiros do país e dos seus parceiros continuaram, nos últimos seis meses, a ser marcados pela crise sanitária global. ​

​De acordo com as estatísticas disponíveis, denotam-se alguns sinais de recuperação da atividade económica nacional, indelevelmente associados à reabertura gradual da atividade económica, com o avanço da taxa de vacinação no país. Com efeito, o produto interno bruto (PIB) em volume no país cresceu 5,6 por cento em termos homólogos no primeiro semestre, não se descurando do efeito de base, considerando os estados de emergência decretados durante o primeiro semestre do ano transato.


Com a evolução recente mais favorável e alguma retoma que se espera do turismo no quarto trimestre do ano, no pressuposto de controlo da epidemia no país, as perspetivas económicas para o resto do ano são animadoras. A aceleração da vacinação em curso estará a contribuir para conter a taxa de propagação da pandemia, permitindo antecipar o alívio das restantes restrições à atividade económica. Em consequência, em 2021, o PIB deverá crescer em torno de 6,6 por cento e a taxa de inflação média anual fixar-se em 1,6 por cento. 

Na ausência de pressões capazes de colocar em risco os objetivos de garantir a estabilidade de preços e a credibilidade do regime cambial de peg unilateral ao Euro, a política monetária continuará, nos próximos seis meses, a ter uma postura acomodatícia. 

Face às incertezas que ainda rodeiam o processo de recuperação económica, a autoridade monetária continuará atenta à evolução dos riscos macrofinanceiros e reforçará os seus mecanismos de acompanhamento e de mitigação dos seus efeitos na economia nacional, condições necessárias para a retoma sustentada do progresso económico e social do país.


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